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Egito prende catorze cristãos coptas durante protesto contra destruição de uma igreja

Forças de segurança do Egito prenderam catorze cristãos coptas e agrediram um padre na província de Beheira, durante protesto contra a de...


Forças de segurança do Egito prenderam catorze cristãos coptas e agrediram um padre na província de Beheira, durante protesto contra a destruição de sua igreja, na aldeia de Kom Al-Darah, em Abdul Haq.

As forças de segurança dispararam gás lacrimogêneo contra os manifestantes e agrediram o padre Jesse Sobhi, que tentou interromper a demolição. Quatro mulheres estão entre os presos, segundo o website Copts United.

Os relatos também indicam uma série de invasões policiais a residências de cidadãos coptas, nas quais as forças de segurança confiscaram documentos de identidade nacionais.

Ghali Iskander, advogado da igreja, alegou que os coptas utilizavam o edifício há 15 anos, quando então o conselho municipal de Abu Al-Matamir emitiu decisão para removê-lo. Também demoliram uma mesquita na mesma aldeia.

Em termos oficiais, o governo apoia os direitos da comunidade copta; na prática, não é o caso. De fato, críticos afirmam que a perseguição aos coptas é ainda mais severa sob o regime de Abdel Fattah el-Sisi do que sob o governo de seus predecessores.

Os coptas no Egito – onde a religião é designada no documento de identidade – encontram dificuldades para aderir a clubes esportivos e times de futebol, obter posições acadêmicas de destaque, entre outras formas de discriminação. Também são excluídos do serviço de inteligência e da segurança estatal.

Os coptas do Egito reclama que autoridades nacionais fazem muito pouco para protegê-los de situações de risco, como linchamentos regulares no interior do país e outras agressões, o que manifesta uma cultura de impunidade e incitação.

Em 9 de outubro de 2011, os coptas marcharam à sede da televisão estatal Maspero no Cairo, capital do país, para protestar pacificamente contra a ineficácia das autoridades em punir agressores contra suas igrejas.

Considera-se então a primeira noite de um dos piores massacres cristãos na história moderna do Egito, quando um veículo blindado militar avançou deliberadamente contra a multidão e matou ao menos dez manifestantes. O episódio resultou em mais vinte mortes e mais de 200 feridos.

informações de MEMO

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