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Padre recebe dízimo de fiél com cartão de crédito

Padre Alexandre Fernandes de Oliveira, de 43 anos, inova ao usar conceitos de economia e de administração de empresas para gerenciar a Igrej...

Padre Alexandre Fernandes de Oliveira, de 43 anos, inova ao usar conceitos de economia e de administração de empresas para gerenciar a Igreja Nossa Senhora Rainha, no Bairro Belvedere, um dos mais nobres de Belo Horizonte. Em nome desse padre, que fez curso de administração paroquial em São Paulo, a paróquia tem contador, montou um conselho econômico e já recebe até o dízimo no cartão de crédito. É pioneira no país, pelo menos na religião católica, na adoção do sistema de dízimo eletrônico. No primeiro mês de teste, a novidade agradou os fiéis.

“Administrar uma igreja é parecido com a gestão de uma empresa”, compara padre Alexandre. Ele sabe enumerar os copos plásticos gastos por missa de domingo (média de 1 mil), a fatura da conta de luz da igreja (R$ 40 mil mensais) e até o número de rolos de papel higiênico gastos a cada fim de semana, que prefere não revelar. Há 12 anos, padre Alexandre recebeu a paróquia com 20 fiéis na missa, uma igreja inacabada e um salão paroquial. Hoje, o templo conta com sistema de som digital, ar-condicionado central e isolamento acústico nas paredes, além de telões que retransmitem a celebração a quem chegou tarde e ficou do lado de fora da igreja. O ambulatório atende 15 mil pessoas carentes, com a ajuda de 46 médicos e 36 dentistas voluntários.

Atualmente, 6 mil pessoas acompanham a missa aos domingos no Belvedere. A média é de mais de 1,3 mil fiéis por celebração. Para equacionar o problema de espaço, o padre trocou os usuais bancos de madeira por cadeiras individuais acolchoadas. Ele explica, sem esconder a satisfação, que ele próprio criou o mecanismo de genuflexão das cadeiras. Mandou adaptar uma espécie de banqueta de apoio, que se levanta e desce até o chão na hora de ajoelhar. A performance dedicada e inteligente do padre Alexandre rendeu a ele um convite para ser o CEO de uma das maiores empresas de Minas. O chamado partiu de um dos megaempresários que moram no bairro. Apesar de não gostar de comentar sobre o assunto e pedir sigilo em relação a nomes, Padre Alexandre confessa ter recusado a oferta. “Minha empresa não é dos homens, é de Jesus”, argumenta.

“Demos muita sorte. Padre Alexandre é excelente administrador e um bom orador. Na maioria das paróquias, o padre tem vocação para orador, mas não sabe administrar nada”, diz Sérgio Cavalieri, presidente do conselho de administração da Ale Combustíveis e, há mais de 10 anos, frequentador da igreja de Nossa Senhora Rainha. Segundo ele, contribuir com o dízimo da igreja do Belvedere é igual a pagar um imposto que garantisse retorno para a comunidade, caso isso existisse na vida real. “A gente paga com satisfação, por que vê o resultado. Não vejo nada de mal no cartão de crédito, mostrando que as coisas de Deus são compatíveis com a modernidade. A igreja católica tem até mais pudor em relação às outras, que adotam formas até mais agressivas de cobrança do dízimo”, completa.

Questão econômica

Ninguém que passe agora a frequentar, por curiosidade, a missa do Belvedere vai encontrar aberrações da época dos fariseus, expulsos como vendilhões do templo por Jesus. Não existem cestinhas de coleta sendo substituídas por máquinas com botões coloridos nem fiéis passando o cartão de crédito em vez de depositar o dinheiro na tradicional sacolinha de veludo. Não é bem assim. A proposta partiu do conselho econômico da igreja, formado por cinco paroquianos voluntários. Eles perceberam que a taxa cobrada pela bandeira Visa sairia mais barato do que emitir boletos bancários. Não há valor predeterminado para o dízimo que, segundo padre Alexandre, não significa doar 10% do salário ou da renda do mês. Ele cita a Bíblia: “Dê a cada um de acordo com o seu coração, sem constrangimentos”.

Dentro do templo do Belvedere, porém, não entram as máquininhas das operadoras de cartão de crédito. A equipe de dizimistas achou mais prudente pegar a autorização do cliente para descontar depois o pagamento das doações na fatura do cartão de crédito. “Dízimo não é comércio. Tem um sentido de gratidão a Deus e não pode ser entregue de maneira mecânica pelos fiéis, apenas apertando uma tecla sem pensar”, alega a engenheira civil Adriana Adelaide Ferreira. Ela e o marido, o administrador de empresas Cândido Lúcio Ferreira, coordenam a equipe de arrecadação do dízimo do Belvedere, com 16 integrantes.

Do Estado de Minas/Pernambuco.com

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