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Culto em igreja nos EUA deixa 38% dos fiéis contaminados

Grandes encontros, inclusive religiosos, representam um alto risco para a transmissão do novo coronavirus. A conclusão é de novo relatóri...


Grandes encontros, inclusive religiosos, representam um alto risco para a transmissão do novo coronavirus. A conclusão é de novo relatório do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), publicado nesta terça-feira (19/5), que identificou 35 casos de covid-19 entre 92 participantes em eventos de uma igreja rural do estado Arkansas, nos Estados Unidos. Os casos foram registrados entre 6 e 11 de março. Do total de infectados, três pessoas morreram.

Segundo o relatório, um pastor de 57 anos participou de um grupo de estudos bíblicos na igreja, com a esposa, no início de março. Alguns dias depois, os dois apresentaram tosse, febre e falta de ar e foram diagnosticados com o novo coronavírus. Assim que o pastor e sua esposa perceberam que estavam doentes, as atividades pessoais da igreja foram canceladas e a igreja foi fechada.

Entretanto, além das contaminações identificadas após o culto, a partir dos pastores, o Departamento de Saúde do Arkansas descobriu também mais 26 casos de doença e mais uma morte, todos de pessoas que relataram contato com os frequentadores da igreja.

De acordo com o levantamento, as maiores taxas de contaminação ocorreram em pessoas de 19 a 64 anos (59%) e em idades superiores a 65 anos (50%). Outros 26 casos relacionados à igreja ocorreram na comunidade, incluindo uma morte.

As crianças representaram 35% de todos os participantes da igreja, mas representavam apenas 18% das pessoas que foram submetidas a testes e 6% dos casos confirmados. Este fator, segundo a pesquisa, sugere que muitas crianças com covid-19 possuem mais infecções assintomáticas ou sintomas mais leves que os adultos.

Além da pesquisa na igreja rural, o estudo observou também que altas taxas de transmissão da covid-19 foram relatadas em hospitais, locais fechados e reuniões da mesma região. Assim, a pesquisa sugeriu que organizações religiosas que estão operando atualmente ou planejando retomar as atividades presenciais devem estar cientes do potencial de altas taxas de transmissão do novo coronavírus.

"Essas organizações devem trabalhar com autoridades de saúde locais para determinar como implementar as diretrizes do governo para modificar asatividades durante a pandemia de covid-19 para impedir a transmissão do vírus a entre seus membros e suas comunidades", conclui.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela pandemia do novo coronavírus, com 1,46 milhão de contágios e mais 88 mil mortes desde que o primeiro caso vinculado ao vírus foi registrado no começo de fevereiro.

Especialista alerta: “Saúde pública em primeiro lugar”

De acordo com o infectologista, Alexandre Cunha, que atua nos Hospitais Brasília e Sírio Libanês no Laboratório Sabin, cultos religiosos, assim como outras aglomerações como eventos esportidos e shows, têm grande potencial de transmissão da doença. "A proximidade das pessoas pode levar à disseminação do vírus. A única questão que importa para a transmissão viral é justamente a aglomeração", aponta.

"Vale destacar aqui que o vírus não se importa pelo motivo pelo qual as pessoas estão reunidas, se é lazer, esporte ou religião. É compreensível que as razões pelas quais as pessoas procuram eventos religiosos nessa época são de caráter íntimo e devem ser respeitados. Mas a questão da saúde pública deve vir sempre em primeiro lugar", enfatiza.

informações de correiobraziliense

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