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Veja os riscos que podem ocorrer na operação de resgate dos mineiros no Chile

O içamento dos mineiros através de um duto de 622 m de comprimento e 66 cm de diâmetro tem riscos pela possibilidade de queda de pedras, mas...

O içamento dos mineiros através de um duto de 622 m de comprimento e 66 cm de diâmetro tem riscos pela possibilidade de queda de pedras, mas também pela carga psicológica que a operação implica. Quando se aproxima o momento do resgate, aumenta o nervosismo. O processo inclui a subida de uma cápsula de 4 m de altura, com 450 kg, que percorrerá o equivalente a um prédio de 250 andares.

A expectativa, que vem crescendo entre os familiares e a opinião pública, é frequentemente contrariada pelo engenheiro-chefe do resgate, André Sougarret, que adverte sobre os riscos da operação. "Sempre há risco quando transportamos pessoas em um sistema vertical", disse ele na segunda-feira. "O risco tem a ver com a queda de pedras e que alguma das cápsulas fique presa. Mas temos mecanismos para soltá-las", afirmou Sougarret.

A viagem da cápsula
Para minimizar o risco de queda de pedras, foi decidido revestir o duto com tubos de metal nos primeiros 96 m, mas um problema com um dos canos forçou a redução do revestimento para 56 m. Apesar disso, a cápsula foi testada na segunda-feira, descendo pelo duto por 610 m. Os resultados deixaram todos otimistas, segundo o ministro Laurence Golborne.

"A cápsula se comporta muito bem dentro do duto, se desloca bem com revestimento e sem revestimento. Não há nenhum movimento de balanço dentro da cápsula. Não há queda sequer de poeira dentro do duto", afirmou Golborne.

De qualquer forma, há um mecanismo para o caso de a cápsula travar: o mineiro pode ativar uma alavanca que separa as partes superior e inferior do compartimento. A parte de baixo da cápsula desce com o mineiro, preso por cintos de segurança, até o abrigo.

Alguns especialistas recomendaram o revestimento total do duto. Mas segundo Omar Gallardo, professor de engenharia de minas da Universidade de Santiago, "o risco que poderia haver é a separação de uma rocha, mas a possibilidade é mínima". "Isso poderia trancar a cápsula", disse Gallardo à AFP. "O revestimento dos primeiros metros reduz esse risco; as pedras parecem estar muito firmes, por isso é preciso testar a cápsula várias vezes, para cima e para baixo", afirmou o professor.

Há poucos dias, o diretor do departamento de engenharia de construção na Universidade Central do Chile, Miguel Mellado, disse que "não revestir é extremamente inseguro para este resgate. Pedras poderiam se desprender, com um risco muito alto para aqueles que estão embaixo, o que poderia obstruir a via de resgate", disse ele.

Riscos para a saúde
O ministro da Saúde, Jaime Mañalich, acredita que o maior perigo é que os mineiros sofram um ataque de pânico durante a subida. "Isso pode ocorrer porque eles subirão em um veículo que se move através da rocha, e cujo fluxo não é simétrico, além de suportarem o calor de cerca de 30°C", disse o ministro.

Por causa das dificuldades previstas, os mais hábeis foram escolhidos como os primeiros para ser trazidos à superfície, pois eles podem relatar os problemas da subida e alertar aos demais. Nesta terça-feira, uma equipe de três psicólogos entregará aos mineiros uma lista com os quatro primeiros a sair e também com os nomes dos 10 seguintes, que são considerados os mais frágeis. Até agora, só foi anunciado que o último a sair será Luis Urzúa, 54 anos, que liderou o grupo após o desmoronamento.

Com informações da AFP e EFE./Terra

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