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Dilma defende ajuste fiscal e culpa crise mundial em pronunciamento

Em uma tentativa de contornar a crise política, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no domingo (8) à noite para defender as...

Em uma tentativa de contornar a crise política, a presidente Dilma Rousseff fez um pronunciamento no domingo (8) à noite para defender as medidas duras de corte de gastos. Essas medidas têm provocado reações do Congresso e da população. Não é à toa que a presidente pediu paciência aos brasileiros. A presidente Dilma vive um dos momentos mais delicados na relação com o Congresso, e ainda tenta recuperar o apoio da maioria da população diante de medidas que afetam as pessoas. É uma tarefa muito difícil.

Embora o pronunciamento tenha sido motivado pelo Dia Internacional da Mulher, o clima político em Brasília não é nada cor de rosa.
Horas antes de o pronunciamento ir ao ar, a presidente recebeu os ministros da Articulação Política, da Secretaria-Geral da Presidência, da Justiça e da Casa Civil.

A fala da presidente foi motivada pelo Dia Internacional da Mulher, mas ela tratou de outros assuntos. Um deles: as denúncias de corrupção da Petrobras. “O Brasil tem aprendido a praticar a justiça social em favor dos mais pobres, como também aplicar duramente a mão da justiça contra os corruptos. É isso, por exemplo, que vem acontecendo na apuração ampla, livre e rigorosa nos episódios lamentáveis contra a Petrobras”, afirmou Dilma Rousseff.

A presidente também falou das medidas que vêm sendo anunciadas pela equipe do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Reconheceu as dificuldades econômicas e atribuiu os problemas à crise internacional. “Como o mundo mudou, o Brasil mudou e as circunstâncias mudaram, tivemos, também, de mudar a forma de enfrentar os problemas. As circunstâncias mudaram porque além de certos problemas terem se agravado - no Brasil e em grande parte do mundo - há ainda a coincidência de estarmos enfrentando a maior seca da nossa história, no Sudeste e no Nordeste”, ressaltou a presidente.

A presidente falou sobre os aumentos de preços. “Esta seca tem trazido aumentos temporários no custo da energia e de alguns alimentos. Tudo isso, eu sei, traz reflexos na sua vida. Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar, mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. Este processo vai durar o tempo que for necessário para reequilibrar a nossa economia. Como temos fundamentos sólidos e as dificuldades são conjunturais, esperamos uma primeira reação já no final do segundo semestre deste ano”, analisou a presidente.
Depois, falou de algumas das medidas que vêm sendo tomadas para reequilibrar as contas públicas. “Começamos cortando os gastos do governo, sem afetar fortemente os investimentos prioritários e os programas sociais. Revisamos certas distorções em alguns benefícios, preservando os direitos sagrados dos trabalhadores. E estamos implantando medidas que reduzem, parcialmente, os subsídios no crédito e também as desonerações nos impostos, dentro de limites suportáveis pelo setor produtivo”, disse Dilma Rousseff.

Muitas das medidas de ajuste fiscal precisarão ser votadas no Congresso. A presidente Dilma disse que acredita na aprovação delas, mas nos bastidores o governo admite dificuldades para convencer a própria base aliada, que devem aumentar com a abertura de investigação de parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras.

Um dos primeiros desafios deve ser na terça-feira, quando deputados e senadores devem decidir se mantém ou derrubam o veto à correção da tabela do Imposto de Renda em 6,5%. O governo defende 4,5%. Se o veto cair, além de perda de arrecadação, na contramão do ajuste fiscal, o governo terá recebido um recado de que vai ter muito o que negociar.

Sobre isso, a presidente Dilma disse no pronunciamento que o ajuste é necessário para recuperar as contas públicas e que acredita que o Congresso vai o aprová-lo, já que, segundo ela, sempre cumpriu o papel histórico nos momentos em que o Brasil precisou.
Durante o pronunciamento da presidente Dilma houve protestos em alguns bairros de algumas cidades.

Em São Paulo, os protestos foram em bairros como Moema, Brooklin, Perdizes e Vila Leopoldina. Imagens mostram um protesto no bairro do Morumbi.

No Rio, os protestos foram na Barra da Tijuca, Recreio e em bairros da Zona Sul, como em Ipanema.
Também houve protesto nos bairros de Vila da Serra e Lourdes, na Zona Sul de Belo Horizonte.
No Distrito Federal, os protestos foram na Asa Norte, no Setor Sudoeste, em Águas Claras e em Taguatinga.

Pessoas também bateram panelas e gritaram contra o governo nas janelas em outras cidades, como Goiânia e Curitiba.

Foi uma resposta à convocação que circulou no domingo (8) pelas redes sociais, chamando as pessoas para protestar durante a fala da presidente. Não é possível saber a extensão do protesto, mas os vídeos postados na internet mostram que a convocação foi atendida em partes de algumas cidades.
Também houve protestos em Porto Alegre, Vitória, Recife e Maceió. Procurado pela nossa produção, o Palácio do Planalto ainda não respondeu.

info/G1

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