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Feliciano e Jean Wyllys podem dividir vice-presidência da CDH

O PT tenta construir um acordo com a bancada evangélica na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara que pode trazer o deputado Marco ...

O PT tenta construir um acordo com a bancada evangélica na Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara que pode trazer o deputado Marco Feliciano (PSC-SP) de volta a um dos cargos de comando do colegiado. Desta vez, o ex-presidente da comissão poderá ocupar a vice-presidência. Com o acordo, o PT quer garantir que os evangélicos, maioria dos 18 membros do colegiado, votem no candidato petista à presidência da comissão, Paulo Pimenta (PT-RS).

A eleição de presidente e vices estava prevista para esta quarta-feira (11), mas precisou ser suspensa devido a sessão do Congresso iniciada nesta tarde para análise de vetos. A tentativa de acordo visa solucionar um impasse na comissão, que foi instalada na semana passada, mas sem conseguir eleger presidente e vices. Os evangélicos se articulam para emplacar um representante na presidência.

"Vamos montar a chapa para mostrar que o Congresso é lugar de consenso. Isso é um sinal ótimo para a sociedade", declarou Feliciano. Acusado de ter feito declarações racistas e homofóbicas, o polêmico deputado ocupou a presidência da comissão durante o ano de 2013. "A sociedade tem que entender que o papel da política é o diálogo", concordou Jean Wyllys.

No entanto, por conta de um acordo entre os partidos na distribuição dos comandos das comissões permanentes da Casa, ficou decidido que o cargo caberia ao bloco liderado pelo PT, que indicou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Mesmo sendo candidato único, porém, ele depende dos votos da bancada evangélica para ser eleito.

“Existe uma compreensão deles [da bancada evangélica] que, para eleger o presidente, eles têm que eleger o vice”, declarou Pimenta. Feliciano disse considerar importante a busca por um acordo e afirmou estar “à disposição”.

De acordo com a assessoria de imprensa do PSOL, o deputado Jean Willys (PSOL-RJ) também participou da negociação junto ao PT para que, além de Feliciano, ele próprio seja um dos três vice-presidentes da comissão.

Conhecido pelas posicionamentos conservadores, Feliciano esteve à frente da Comissão de Direitos Humanos em 2013 e colocou em pauta projetos polêmicos. Em sessões muitas vezes tumultuadas, ele conseguiu aprovar, por exemplo, uma proposta que prevê a chamada “cura gay”. A matéria acabou sendo arquivada no plenário da Câmara.

Polêmica
Na semana passada, o deputado Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), que é pastor da Assembleia de Deus, chegou a apresentar candidatura avulsa, mas foi barrado pelo próprio partido. A sigla preferiu respeitar o acordo partidário e o colocou como suplente na comissão - pelo regimento interno da Câmara, apenas titulares podem disputar.

Sóstenes, então, foi atrás de um titular que pudesse ceder o lugar a ele. As conversas avançaram com o deputado Anderson Ferreira (PR-PE), mas ele acabou sendo retirado da comissão pelo próprio partido, integrante do bloco liderado pelo PT.

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