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Papa diz que igreja não pode interferir na vida dos Gays

Em declaração que para muitos significa grande avanço nos conceitos da Igreja Católica, o papa Francisco disse que a religião tem o direito ...

Em declaração que para muitos significa grande avanço nos conceitos da Igreja Católica, o papa Francisco disse que a religião tem o direito de expressar suas opiniões, mas não pode "interferir espiritualmente" nas vidas de gays, lésbicas e divorciados.

Tais opiniões foram proferidas em três entrevistas concedidas pelo Papa, em agosto último, ao editor-chefe da revista jesuíta italiana La Civiltà Cattolica, frei Antonio Spadaro.

De acordo com o Papa, nas conversas que ocorreram em sua residência no Vaticano (a Casa Santa Marta) e que foram publicadas ontem, a Igreja precisa "acompanhar com misericórdia" os gays e os divorciados, levando em consideração "suas condições de vida reais". É necessário, segundo o Pontífice, um "novo equilíbrio" para que a Igreja "não caia como um castelo de cartas".
— Uma pessoa certa vez me perguntou, de maneira provocativa, se eu aprovava a homossexualidade. Retruquei com outra questão: quando Deus olha uma pessoa gay, ele endossa a existência dessa pessoa com amor, ou a rejeita e condena? Devemos sempre considerar a pessoa — afirmou.

A respeito da atuação que a Igreja mantém a esse respeito, Francisco pediu uma mudança de atitude:

— Não podemos insistir somente em questões relacionadas a aborto, casamento gay e uso de métodos contraceptivos. Isso não é possível.

E completou:

— Quando falamos sobre essas coisas, temos de falar delas em um contexto. O ensinamento da Igreja nessa questão é claro e eu sou um filho da Igreja, mas não é necessário falar todo o tempo desses assuntos.

O Papa ainda contou que, quando era arcebispo de Buenos Aires, recebia cartas de gays que reclamavam por se sentirem condenados pela Igreja. Disse, porém, que isso não deve ser assim.

Outro sinal de avanço manifestado na entrevista: as mulheres devem assumir um "papel-chave" nas decisões da Igreja. E mais um tema sensível foi abordado: a posição política do Papa. Desde que assumiu, se viu obrigado a mostrar que, ao contrário do que dizem alguns argentinos (em especial, o jornalista Horacio Verbitsky), ajudou perseguidos pela ditadura militar (de 1976 a 1983). Pois Francisco tratou de dizer que não é conservador em termos políticos e que "jamais" foi "de direita".

Lembrando a época em que atuou como superior da ordem jesuíta, diz que teve uma "maneira autoritária e rápida de tomar decisões" e que isso o teria deixado com a imagem de "ultraconservador". Reconhece que na época, justamente em razão dessa maneira de agir, passou por uma crise interna.

— Certamente não fui como a beata Imelda, mas jamais fui de direita. Foi a minha maneira autoritária de tomar decisões que me criou problemas — admitiu o Pontífice.

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