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Procurador pede que Malafaia faça retratação após discurso homofóbico

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo entrou na quinta-feira com uma ação contra o pastor Silas Malafaia para que se retrate por u...

O Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo entrou na quinta-feira com uma ação contra o pastor Silas Malafaia para que se retrate por um discurso considerado homofóbico. Os comentários de Malafaia foram feitos em julho de 2011 no programa "Vitória em Cristo", que é exibido na TV Bandeirantes em horário comprado por ele.

Em meio ao debate sobre a proposta de lei para criminalizar a homofobia, o pastor falava sobre a Marcha para Jesus e a Parada Gay, eventos que aconteceram em junho em São Paulo. "Os caras na Parada Gay ridicularizaram símbolos da Igreja Católica e ninguém fala nada. É para a Igreja Católica 'entrar de pau' em cima desses caras, sabe? 'Baixar o porrete' em cima pra esses caras aprender. É uma vergonha", segundo frases divulgadas do pastor no programa.

Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, mais do que expressar sua opinião, o pastor fez um discurso de ódio. O pastor, que está em viagem ao exterior, foi procurado pela reportagem por meio de sua assessoria, mas não se pronunciou até o momento. A TV Bandeirantes foi procurada também e ainda não se manifestou sobre o caso.

"As gírias 'entrar de pau' e 'baixar o porrete' têm claro conteúdo homofóbico, por incitar a violência em relação aos homossexuais", afirma o procurador na ação. Aparecido Dias pede a retratação do pastor na TV, que deve ter, no mínimo, o dobro do tempo usado para fazer os comentários. Ele ainda quer que Malafaia não faça mais discursos que poderiam ser considerados homofóbicos.

Durante o inquérito, o pastor disse que fez uma "crítica severa a determinadas atitudes de determinadas pessoas desse segmento social, acrescida também de reflexão e crítica sobre a ausência de posicionamento adequado por parte das pessoas atingidas". Ele ainda alegou que as expressões "baixar o porrete" ou "entrar de pau" significam "formular críticas, tomar providências legais".

Segundo o procurador, durante o inquérito, o pastor pediu que os fiéis da sua igreja enviassem e-mails pressionando o MPF. Aparecido Dias relata ter recebido centenas de mensagens. "Da mesma forma que seus seguidores atenderam prontamente o seu apelo para o envio de tais e-mails, o que poderá acontecer se eles decidirem, literalmente, "entrar de pau" ou "baixar o porrete" em homossexuais?", questiona o procurador.

Por Folhapress

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