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Faxina na polícia do Rio

Depois da prisão de 27 policiais e mais oito pessoas - ex-agentes e informantes - acusadas de envolvimento em esquemas ilícitos no Rio de Ja...

Depois da prisão de 27 policiais e mais oito pessoas - ex-agentes e informantes - acusadas de envolvimento em esquemas ilícitos no Rio de Janeiro, na Operação Guilhotina, deflagrada ontem pela Polícia Federal, o secretário de Segurança Pública do estado, José Mariano Beltrame, admitiu o que não havia como esconder: a corrupção no meio é uma realidade latente. Ressaltou, no entanto, que a ação não arranhou a política de segurança, e sim reforçou os rumos de mudança. As investigações iniciadas em 2009 culminaram em 45 mandados de prisão e 48 de busca e apreensão. O alto escalão da Polícia Civil foi alvo direto da ação. A Prefeitura do Rio anunciou a exoneração do delegado Carlos Oliveira, que se entregou à polícia à tarde. Acredita-se que ele mantinha relação com traficantes.
Além das prisões, houve buscas na 17ª Delegacia de Polícia (São Cristóvão) e na 22ª DP (Penha). Bingos, residências e estabelecimentos comerciais também foram alvo da operação. Na Rua Araguari, em Ramos, duas casa e uma academia foram revistadas. Os agentes buscavam corpos na região, dominada pela milícia da qual fazem parte 21 pessoas que tiveram a prisão preventiva decretada. O chefe Polícia Civil no Rio de Janeiro, Allan Turnowski, foi chamado para prestar esclarecimentos sobre a rotina da corporação e negou qualquer envolvimento com os atos ilícitos investigados pela Guilhotina. Beltrame declarou total confiança no chefe da PCRJ. ´Não vou cometer juízo de valor. Vamos analisar e tomar decisão`, disse.

As investigações começaram em 2009, após o vazamento de informações sobre ação na Rocinha de busca ao traficante Roupinol, comparsa de Nem. A operação foi parceria entre policiais do estado e a Polícia Federal de Macaé e desencadeou duas frentes de investigação que culminariam na Guilhotina. Segundo a PF, as quadrilhas pediam até R$ 50 mil de propina. Ofereciam em troca segurança a traficantes, a milicianos e à máfia dos caça-níqueis, além de vender informações sobre operações, armas, munição e drogas apreendidas.

A Associação de Delegados doRio de Janeiro criticou a forma como a ação foi realizada. A revista de delegacias, ´mobilização excessiva de homens` e ´prisões ilegais de policiais` mostram ´abuso de poder da secretaria e podem até mesmo atrapalhar nas investigações`, segundo Wladimir Reale, presidente. ´Não entramos no mérito das acusações. Os envolvidos, se culpados, devem responder pelos atos.` O procurador-geral de Justiça do Rio, Cláudio Soares Lopes, discorda da associação e afirma que a operação foi um sucesso. ´A instituição sai fortalecida porque preserva e distingue os bons policiais dos ruins`. (Ana Elisa Santana e Débora Álvares) /Diário de pernambuco

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