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"É como se me apedrejassem todos os dias", afirma iraniana condenada à morte

A iraniana que chamou a atenção de todo o mundo é mãe de dois filhos e havia sido condenada à morte por adultério, por manter relações consi...

A iraniana que chamou a atenção de todo o mundo é mãe de dois filhos e havia sido condenada à morte por adultério, por manter relações consideradas ilícitas com dois homens após ficar viúva. Em 2006, ela levou 99 chibatadas por esse "crime". Neste mesmo ano, um dos amantes foi condenado pelo homicídio do marido dela. O caso foi, então, reaberto e ela foi sentenciada à morte por apedrejamento. Para evitar críticas internacionais, na última terça-feira, o Irã mudou a condenação de Sakineh de adultério para assassinato. Logo depois, decidiu que ela vai responder, na verdade, pelas duas acusações.

“Eles estão mentindo. Ficaram envergonhados com a repercussão que meu caso ganhou na imprensa internacional e estão desesperadamente tentando distrair a atenção das pessoas e confundir os meios de comunicação, para que possam me matar em segredo”, disse Sakineh ao diário britânico. As declarações da iraniana foram entregues ao jornal por meio de um intermediário cuja identidade foi mantida em sigilo por questões de segurança.

Sakineh creditou sua sentença capital ao fato de ser mulher. O homem que assassinou seu marido – e cujo nome não foi revelado – está livre da pena de morte porque o filho da iraniana o perdoou. “A resposta é simples. Tudo isso está acontecendo comigo porque sou mulher. Eles pensam que podem fazer qualquer coisa a uma mulher neste país. Por causa deste governo, o adultério é considerado um crime pior do que o assassinato – mas não para todo o mundo.Um homem adúltero pode nem sequer ser preso, mas, para uma mulher, isso é o fim do mundo”, disse Sakineh.

“Vivo num país em que as mulheres não podem se divorciar dos maridos e são privadas de seus direitos mais básicos”, continuou a iraniana. "Todos esses anos, o governo tentou me convencer de que eu sou uma mulher adúltera, uma mãe irresponsável, uma criminosa. Mas, com o apoio internacional, uma vez mais me vejo uma pessoa inocente. Não deixem que me apedrejem diante do meu filho", implorou Sakineh. "As palavras dos guardas de Tabriz...o jeito como me olham -uma mulher adúltera que deveria ser apedrejada até a morte - é como ser apedrejada todos os dias."

Sakineh agora teme que a fuga de seu advogado, Mohammad Mostafaei, para a Turquia a deixe ainda mais vulnerável. "Queriam se livrar do meu advogado para poder me acusar do que quisessem sem encontrar oposição de sua parte. Se não tivesse sido por ele, já teriam matado a pedradas", disse.

A iraniana ainda falou ao jornal a respeito de seu julgamento. “Quando o juiz me entregou minha sentença, nem percebi que deveria ser apedrejada à morte porque eu não sabia o que ‘rajam’ significa”, afirmou. “Eles me pediram para assinar minha sentença e eu o fiz, daí eu voltei à prisão, e os meus companheiros de cela me disseram que eu seria apedrejada à morte e eu, instantaneamente, desmaiei.
”/ veja

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