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Paquistão prende 12 envolvidos em atentado que matou 57 pessoas

As forças de segurança paquistanesas prenderam nesta segunda-feira (3) em Lahore 12 pessoas envolvidas com o atentado de domingo (2) que cau...

As forças de segurança paquistanesas prenderam nesta segunda-feira (3) em Lahore 12 pessoas envolvidas com o atentado de domingo (2) que causou pelo menos 57 mortes e deixou 112 feridos no posto de fronteira de Wagah, entre Paquistão e Índia, informou uma fonte à Agência Efe.

Cinco dos presos pertencem ao Tehrik-e-Talibã Paquistão (TTP), principal grupo talibã do país, enquanto a afiliação dos outros sete ainda não foi confirmada, disse um porta-voz da brigada paramilitar Rangers, que concluiu que os 12 pertencem a "organizações terroristas".

As detenções ocorreram nas áreas de Wahdat Colony, Muslim Town e Shahdra Town, marcando nesta segunda-feira o início da operação efetuada por soldados dos Rangers nos arredores de Wagah.
Os Rangers apreenderam uma grande quantidade de explosivos e coletes com bombas durante a operação. As atividades começaram depois que as agências de inteligência paquistanesas receberam a informação sobre a presença de um suspeito na zona, publicou o jornal local Dawn.

Três grupos insurgentes reivindicaram a responsabilidade pelo ataque suicida, publicou nesta segunda-feira a imprensa local. O grupo Jundula, vinculado à Al Qaeda, e outros dois vinculados ao Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), o principal grupo talibã do Paquistão, assumiram a autoria do ataque de ontem à noite no fim de uma cerimônia marcial realizada há décadas pelos dois países e que atrai um grande número de espectadores.

Jundula foi responsável por um ataque que matou cerca de 80 cristãos em uma igreja da cidade paquistanesa de Peshawar em 2013, segundo o jornal Express Tribune. Este grupo surgiu em 2004 com um ataque a militares paquistaneses e desde então aparece com pouca frequência.

O grupo Jamaat-ul-Ahrar, uma cisão recente do TTP, também reivindicou a autoria, segundo o jornal Dawn. "Outros grupos reivindicaram a responsabilidade do ataque, mas suas reivindicações são infundadas. Publicaremos um vídeo com o ataque", disse o porta-voz desta organização Ehsanula Ehsan. "O ataque é uma vingança pela morte de inocentes no Waziristão do Norte", manifestou o porta-voz, em referência à ofensiva que o exército lançou nessa região contra os insurgentes em meados de junho.

Outra facção do TTP reivindicou a ação e seu porta-voz, Abdullah Bahar, indicou que o atentado foi para vingar a morte do líder Hakimullah Mehsud em um ataque com drones americano ano passado, de acordo com o "Tribune Express". A morte de Mehsud e a escolha do mulá Fazlulá como seu sucessor provocou lutas internas, cisões e enfrentamentos entre várias facções do TTP, o guarda- criado em 2007 para agrupar as atividades dos grupos islamitas armados do país asiático.

O atentado de domingo (2) ocorreu quando um jovem, entre 18 e 22 anos, detonou os explosivos que carregava no término de uma cerimônia que é realizada há décadas na Índia e no Paquistão. O Paquistão sofre com uma insurgência talibã e terrorista que causou 2.500 mortes em 1.700 ataques no ano passado.

O Exército paquistanês começou no dia 15 de junho uma ofensiva militar na região tribal do Waziristão do Norte, onde mobilizou 30 mil soldados para tentar acabar com os grupos insurgentes que se refugiam na zona, onde morreram 1.100 rebeldes e 90 soldados.

informações de R7

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