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Bekah Costa investe em ‘gospel teen’ após superar doença e bullying

Aos 15 anos, a brasiliense Bekah Costa já passou por duas viradas na vida. Primeiro veio a notícia difícil. Aos oito meses, teve uma osteomi...

Aos 15 anos, a brasiliense Bekah Costa já passou por duas viradas na vida. Primeiro veio a notícia difícil. Aos oito meses, teve uma osteomielite, infecção nos ossos que a deixou em coma por três semanas. Hoje, usa prótese na perna esquerda, afetada pela doença, e ainda passa por cirurgias. Aos oito anos, a surpresa boa. Um vídeo caseiro da garota cantando a música gospel “Recomeçar”, gravado pelo pai, a transformou em estrelinha do Orkut - moda na época - levou a programas de TV e à carreira de cantora. Ela já vai para o 2º álbum.

A artista de “teen gospel” já foi vista mais de 11 milhões de vezes no YouTube e tem 300 mil fãs no Facebook. As redes sociais são gerenciadas pelo pai. As letras são cristãs e o som tem referências de pop secular, do soul de Adele ao folk descolado da cantora britânica de origem jamaicana Lianne de Las Havas, sua nova cantora preferida além das evangélicas. “Por mais que as pessoas tenham em mente que o crente não pode ouvir outras músicas, tenho a consciência de que as letras não vão me influenciar, e foco só na melodia”, ressalta.

‘Pancadas’ e vitórias

As reviravoltas que viveu fazem com que Bekah já fale com certo tom adulto. “Acho que ganhei um pouco de maturidade. A gente passa por muitas pancadas, e também por momentos muito bons, mas tem que ter a cabeça mais a frente”, diz a jovem precoce, que aos 15 anos já ajuda a completar a renda de casa e a financiar a própria carreira. Atualmente ela prepara o segundo CD solo, “Lugar secreto”, que deve sair no início de 2015.

Os pais, músicos amadores, incentivaram o gosto pelo canto e colocaram a menina de oito anos de voz afinada em frente a uma câmera amadora em casa, e de lá direto para a internet. O pai, Lourival José Costa, trabalha no setor de marketing da Infraero e a mãe, Isabel Cristina Garcia, é secretária dos Correios. Nas horas vagas, Lourival é guitarrista e Isabel é regente de coral. “A gente sempre teve a música como maior influência”, lembra Bekah.

‘Desenganada’ aos 8 meses

Colocar músicas no quarto de hospital da bebê Rebecca era uma das únicas coisas que o casal podia fazer durante a luta contra a grave doença aos oito meses. “Ela ficou 21 dias desenganada, a osteomielite virou infecção generalizada. Tinha água no pulmão, ficou inchada, parecia uma bola. Os rins pararam de funcionar. Só contornou com medicamento de fora, de última geração, que custaram alguns milhares de dólares. Foi dureza”, lembra o pai.
“Ela já fez dez cirurgias [na perna esquerda, que teve o osso corroído e que parou de crescer], e ainda vai fazer algumas, depois do lançamento do CD. A perna esquerda já está com dez centímetros de diferença e dá para tentar alongar. Mas ela usa uma órtese, um aparelho ortopédico, e pode caminhar e até andar de patins”, completa Lourival.

Bullying e superação

Usar a órtese permite que Bekah tenha vida normal, mas andar com o aparelho não foi fácil no início da escola. “Já sofri bullying, mas não sofro mais”, conta. “Eu vejo como superação. Vejo de onde Deus me tirou e para onde me trouxe, e sei que pode me levar além”.

Sete anos e quatro meses depois, passado o susto com a filha, veio outro susto – este positivo.

“Estávamos indo para um casamento. Ela voltou cantando eu achei bonitinho demais. Ela vestiu um pijama, e eu falei: ‘Filha, deixa o pai gravar’, e postei o vídeo. Rapaz, a gente não esperava, pela idade, ter os acessos que teve. De lá para cá só vem crescendo”, comemora o pai.

“Na época o grande sucesso era o Orkut, e a gente ia publicando e divulgando. Eu me achava né?”, brinca a cantora. O vídeo de “Recomeçar” tem 170 mil visualizações, mas hoje seu canal oficial tem muito mais: 11 milhões, entre clipes do primeiro disco, “Vivendo milagres” (2013), e participações em programas de calouros.

Mas nem tudo são flores: ela tem que se desdobrar entre shows, gravações e escola. “Eu às vezes chego de madrugada das viagens que faço, e estudo em colégio militar, então é super difícil. Mas graças a Deus consigo conciliar. E eu explico para os professores [sobre o trabalho com a música]”, conta. “E quero cursar Publicidade e Propaganda na faculdade. Não vou viver só da música”, planeja.

informações de G1

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