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Marcha em Angola contra a violência

A ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, disse ontem que a sociedade angolana começa a compreender que precisa de estar ca...

A ministra da Família e Promoção da Mulher, Genoveva Lino, disse ontem que a sociedade angolana começa a compreender que precisa de estar cada vez mais unida no combate à violência doméstica.
Genoveva Lino, que falava no final da marcha de apoio à aprovação da Lei contra a violência doméstica, organizada pela Igreja Metodista Unida, em parceria com o Ministério da Família e Promoção da Mulher (Minfamu), entende que o acto é uma grande manifestação de apoio à luta contra a violência doméstica. Em nome do Executivo, a ministra agradeceu à Igreja Metodista Unida pela iniciativa e afirmou que esta se tem revelado indispensável no combate à violência, assim como de outros males e fenómenos de que a sociedade enferma.
“Enquanto estivemos em guerra, as igrejas decidiram unir-se em oração, fizeram vigílias, jejuns e nós alcançámos a paz. Estamos certos de que o mesmo vai acontecer neste grande combate contra à violência”, A ministra disse esperar que a iniciativa seja seguida por outras e, de uma forma geral, por toda a ­sociedade. “Devemos continuar a manifestar-nos, a denunciar os casos de violência doméstica e de abusos sexuais e a cuidar bem das nossas crianças, para que cresçam saudáveis e felizes como nós crescemos”, apelou.
Genoveva Lino explicou que além da vítima, outras pessoas, como familiares e vizinhos, podem denunciar o agressor, porque a violência, de acordo com a Lei agora aprovada na generalidade pela Assembleia Nacional, é crime público. Por esse facto, esclarece, as autoridades são obrigadas a abrir um processo e a penalizar o agressor.
No dia 3 de Fevereiro, segundo a ministra, a Lei deverá ser submetida a aprovação na especialidade e posteriormente regulamentada. “A partir daí, vamos todos arregaçar as mangas e trabalhar contra a violência”.
O Bispo da Igreja Metodista Unida, Gaspar Domingos, que também participou na marcha, garantiu, por seu lado, apoio às vítimas de violência. Na sua mensagem lida pelo reverendo Mário Costa, em virtude do seu mal-estar após a marcha, refere que o álcool, as drogas e a falta de ética concorrem grandemente para a existência de violência na sociedade.
Gaspar Domingos pede que a sociedade não se renda diante do alcoolismo, da toxicomania e da falta de amor e respeito pela dignidade do próximo e, por outro lado, para que se mobilize, recorrendo a todos os meios possíveis.
Para o Bispo, é preciso pregar o amor, a tolerância e o perdão, assim como criar mecanismos, inspirados no evangelho, para que seja possível “vencer o mal com o bem, a violência com o amor, a vingança com o perdão e o desprezo pela vida humana com a dignidade”. A Marcha de apoio à aprovação da Lei contra a Violência doméstica partiu da central da Igreja Metodista Unida, junto ao Hotel Trópico, e terminou defronte ao Ministério da Família e Promoção da Mulher. Além de responsáveis da Igreja Metodista Unida e do Ministério, o Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, João Bartolomeu, esteve entre os participantes do evento. /Jornal de Angola

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