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Americanos dizem queos talibãs perdem terreno

O general responsável pelas tropas americanas e da NATO no Afeganistão, David Petraeus, disse à BBC que os talibãs perderam a iniciativa no ...

O general responsável pelas tropas americanas e da NATO no Afeganistão, David Petraeus, disse à BBC que os talibãs perderam a iniciativa no terreno e que a data apontada pela Casa Branca para a retirada americana, Julho de 2011, é apenas a data "do início de um processo". O militar acrescentou que aquele "não será o momento em que as tropas americanas iniciam um êxodo e procuram a saída, apagando a luz".

Recentemente, o responsável pelo Pentágono, Robert Gates, dizia que a data de Julho de 2011, com a retirada a prolongar-se até 2014, está "gravada no mármore", mas Petraeus já sublinhou que o ritmo da saída dependerá da prontidão das forças afegãs, cujo treino prossegue de forma que a NATO considera frustrante.

Ontem, os talibãs contestaram a confiança do general. Um porta-voz rebelde, Qari Youssuf Amadi, anunciou que as "operações se intensificaram, sobretudo na região de Cabul. Não passa um dia sem que os invasores e os seus fantoches enfrentem grandes perdas", disse o responsável talibã à AFP. Mas, ao mesmo tempo, a NATO anunciava a morte de 40 talibãs em combates próximos da capital.

Estes factos surgem a três semanas de eleições legislativas, a 18 de Setembro, nas quais obter um mínimo de segurança será crucial para o governo do Presidente Hamid Karzai. Ao todo, concorrem quase 2500 candidatos para 249 lugares na câmara baixa do Parlamento, a Wolesi Jirga, mas a guerra vai impedir a abertura de pelo menos 13% das mesas de voto.
O Parlamento afegão tem poder e representa as diferentes facções e etnias. A sua autoridade dependerá da votação, sobretudo se a violência dos talibãs impedir a participação dos pastunes ou se o Governo tentar a fraude, como aconteceu nas contestadas presidenciais do ano passado. Em 2005, os talibãs procuraram perturbar as legislativas, mas sem grande êxito.

A questão não será indiferente nas eleições intercalares de Novembro, nos EUA, mas o ritmo da retirada americana terá implicações prolongadas. O general responsável pelo treino das forças afegãs, William Caldwell, citado pelo New York Times, afirmava necessitar de 140 mil recrutas, nos próximos 15 meses, para compensar as deserções. O treino depara-se com imensas dificuldades, nomeadamente os equilíbrios étnicos e o analfabetismo. Em Outubro de 2011, o exército afegão deverá ter 171 mil homens, para sustentar o regime de Cabul. Agora, tem apenas 134 mil e a qualidade das tropas é péssima, por isso esta força está longe de poder operar de forma independente./DN

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