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Plano de saúde pode ficar 5% mais caro com normas da ANS

SÃO PAULO - As normas estabelecidas pela Resolução 2001 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que começam a valer a partir da próxima segunda-...

SÃO PAULO - As normas estabelecidas pela Resolução 2001 da Agência Nacional de Saúde (ANS), que começam a valer a partir da próxima segunda-feira, podem elevar em 5% o preço dos planos de saúde, por causa do aumento da cobertura dos planos privados. Para especialistas em saúde ouvidos pelo DCI, um dos procedimentos que serão mais afetados pelas regras é a "internação domiciliar", oferecida em alguns casos para pacientes que podem ser tratados longe dos leitos hospitalares.

Para o diretor-técnico da Unimed Seguros, braço da Unimed, Alexandre Ruschi, a atualização dos procedimentos ajudará as empresas de saúde a ampliar a cobertura aos clientes. O executivo alerta, porém, para o fato de que há necessidade de revisão dos preços praticados pelas seguradoras de saúde, que fornecem planos ao consumidor final. "Entendemos que isso poderá impactar em 5% nos preços praticados pelas empresas", afirmou.

Segundo ele, no primeiro momento haverá uma certa dificuldade de adaptação por parte das empresas, mas a tendência é que os conflitos sejam resolvidos sem danos às operadoras dos planos de saúde ou ao consumidor. "Alguns pontos sempre vão precisar de ajustes, por exemplo, em que determinados procedimentos deverão ser autorizados", disse, sobre a necessidade de uma possível revisão de parte das normas pela agência reguladora. "Esperamos que esses pontos sejam esclarecidos em breve pela ANS."

Ruschi disse também que poderá haver repasse proporcional à carteira de clientes dos planos se realmente houver encarecimento dos serviços. "Poderá haver uma discussão sobre esse impacto nas carteiras."

De acordo com ele, a possível alta dos valores cobrados pelos planos de saúde deve-se à inclusão de novas práticas médicas e a tratamentos antes não previstos pela ANS. "Quando firmamos um contrato com um cliente, estabelecemos quais serviços serão prestados e quanto cobraremos por eles, de acordo com um estudo atuarial. No momento em que uma resolução normativa altera isso, teríamos de reestudá-los."

Já para o diretor da Núcleo Nacional de Empresas de Atendimento Domiciliar (Nead), Ari Bolonhezi, a nova regra é vaga no que diz respeito à obrigação dos planos de saúde de oferecer a cobertura de despesas referentes a: honorários médicos, serviços gerais de enfermagem e alimentação, fornecimento de medicamentos, anestésicos, gazes medicinais, realizados ou ministrados durante o período de internação hospitalar - que constam na Lei n. 9.656/1998, que dispõe sobre os planos de saúde ofertados por empresas privadas.

"Somos favoráveis ao tratamento, mas é importante que não haja exagero", disse ele sobre a possibilidade de pacientes solicitarem medicamentos além dos necessários para o tratamento ou a alimentação, mesmo em casos nos quais o paciente não necessite fazê-las de forma diferente da convencional, ou seja, por meio de sonda ou outros métodos.

Segundo Bolonhezi, que também é sócio diretor da Home Doctor, se o número de pacientes que procuram a internação em casa sem a necessidade crescer, ou se as empresas começarem a sentir a exigência de serviços considerados extraordinários, o tratamento poderá ficar mais caro ou os planos poderão relutar a autorizá-lo. "Os planos de saúde podem ficar com medo de que a coisa perca o controle e passar a adotar critérios mais rígidos para autorizar", explica.

De acordo com o diretor do Nead, instituições ligadas ao setor já buscam solução para o assunto nos convênios de saúde. "Temos discutido com eles para achar soluções", disse. Hoje o tratamento é considerado importante porque ajuda a recuperação mais rápida e proporciona ganhos econômicos da ordem de 20% a 25% para empresas de saúde e hospitais.

Mercado

O bom momento para os fornecedores de produtos hospitalares também anima empresas de tecnologia, como a pernambucana MV, que neste ano pretende crescer 30% e chegar a R$ 100 milhões com o desenvolvimento de softwares de gestão de hospitais públicos e privados.

De acordo com o diretor-geral da empresa, Luciano Regus, a demanda dos centros médicos por soluções de gestão deve impulsionar os ganhos da empresa, que prevê dobrar a meta de faturamento para 2010 nos próximos cinco anos. "É uma solução que integra os departamentos e diminui o uso de papel nos hospitais", disse ele.

Outra que aposta no crescimento da procura por tecnologia e novos produtos no segmento de saúde no Brasil é a Steris, fabricante de produtos de esterilização para cirurgia. A empresa espera alcançar crescimento de 50% este ano.

Com a finalidade de elevar o volume de negócios no Brasil, a empresa oferece, por exemplo, uma sala considerada inteligente, a "Harmony iQ", que integra todos os equipamentos da sala cirúrgica por meio de fibra ótica e arquitetura aberta, de modo a permitir a adequação de novos aparelhos ao sistema./DCI

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