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Pastores da Assembléia de Deus são suspeitos de remessa ilegal de dinheiro ao exterior

MANAUS - A Polícia Federal no Amazonas e o Ministério Público Federal investigam os dirigentes e pastores da Igreja Assembleia de Deus do Am...

MANAUS - A Polícia Federal no Amazonas e o Ministério Público Federal investigam os dirigentes e pastores da Igreja Assembleia de Deus do Amazonas e do Pará por suspeita de envolvimento nos crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Segundo o superintendente da PF no Amazonas, Sérgio Fontes, a suspeita é que mais de R$ 20 milhões tenham sido enviados ao exterior sem declaração ao Fisco.

Nos dois estados, a igreja é presidida por irmãos. Jônatas Câmara é o presidente da Assembleia de Deus no Amazonas, e Samuel Câmara dirige a igreja no Pará. Também é alvo de investigação o outro irmão deles, Dan Câmara, que é pastor da igreja e o atual comandante-geral da Polícia Militar no Amazonas. Os três são irmãos do deputado federal Silas Câmara (PSC), que não teve o nome citado no processo.

Primeiros indícios foram descobertos em 2004
Segundo o superintendente da PF no Amazonas, o inquérito que apura irregularidade nas transações financeiras da Assembleia de Deus nos dois estados é um desdobramento das investigações da operação Farol da Colina, deflagrada em setembro de 2004, que apurou crimes de lavagem de dinheiro e remessa ilegal de recursos para o exterior envolvendo empresários de sete estados, incluindo o Amazonas.

Na época, a PF descobriu que havia nos estados um esquema milionário de evasão de divisas, com o envio de dinheiro a uma conta de um banco em Nova York, o Beacon Hill Service Corporation. O dinheiro, de acordo com a PF, foi enviado no período de 1999 a 2002. Depois de analisados os documentos da operação de 2004, Fontes diz que a PF encontrou indícios contra os pastores da igreja:

- Documentos e gravações de escutas telefônicas da operação Farol da Colina mostraram que os referidos pastores enviaram grandes quantias ao exterior, naquele caso envolvendo a conta do Beacon Hill.

Apesar de o inquérito ter sido instaurado há quase seis anos, o superintendente da PF em Manaus afirmou que a instituição só dever finalizar o trabalho no fim deste mês. Em depoimento à Polícia Federal, os dirigentes da Assembleia de Deus no Amazonas e no Pará afirmaram que o dinheiro teria sido enviado para fora do país para ajudar nas despesas pessoais de pastores. Os três pastores não quiseram comentar o assunto.

O delegado federal Eduardo Izel, que apura as denúncias contra os irmãos Câmara, disse muitas pessoas precisaram ser ouvidas, principalmente fora do Brasil. Segundo ele, até o final deste mês, mais duas pessoas serão ouvidas./O GLOBO /iGoospel

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