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Pelo menos 9 mortos em ataque israelita a barco de ajuda humanitária

O presidente da Autoridade Palestina condenou hoje, segunda-feira, o ataque Israelita contra um navio turco que transportava ajuda humanitár...

O presidente da Autoridade Palestina condenou hoje, segunda-feira, o ataque Israelita contra um navio turco que transportava ajuda humanitária para Gaza. A televisão israelita falou em 19 mortos mas Israel afirma que morreram nove pessoas. Veja o vídeo
Pelo menos 19 pessoas morreram e 26 ficaram feridas durante o ataque dos comandos israelitas contra um conjunto de seis barcos que seguiam para Gaza, segundo a cadeia 10 da televisão israelita.  Os barcos transportavam cerca de 750 pessoas de 60 nacionalidades e perto de 10 mil toneladas de ajuda humanitária.



"Mais de 10 passageiros morreram, segundo uma avaliação preliminar", revelou o porta-voz do exército, sem fornecer mais detalhes sobre vítimas ou sobre a operação militar.
Anteriormente, o exército afirmou em comunicado que, "durante a operação, os soldados israelitas foram confrontados com actos de violência".
"Alguns passageiros usaram facas e outras armas brancas e um dos simpatizantes palestiniano também tentou arrancar a arma de um soldado. Confrontados com a necessidade de defender as suas vidas, os soldados abriram fogo", disse o exército.
O ministro da Defesa israelita, Ehud Barak, também assegurou publicamente que os soldados dispararam porque sentiram as suas vidas em perigo. "Viram-se obrigados a utilizar métodos anti-distúrbio e armas de fogo ao sentirem as suas vidas em perigo" quando um membro da tripulação roubou uma arma, disse.
"Lamentamos as vítimas, mas os organizadores da expedição e os seus participantes são inteiramente responsáveis" pelo que aconteceu, acrescentou Ehud Barak, numa conferência de imprensa em Telavive.
O chefe do Estado-Maior do exército, Gaby Ashkenazi, considerou ser "claro que os soldados agiram como era necessário" e que os meios anti-distúrbios "não foram suficientes".
O responsável da Marinha, Eliezer Marom, foi mais longe ao elogiar a "contenção", a "coragem" e a "determinação" demonstrada durante o incidente pelos soldados israelitas, que pertenciam a um comando de elite.




O líder palestiniano Mahmoud Abbas declarou que a Palestina "considera um massacre e condena o acto israelita", através de um comunicado divulgado na televisão palestiniana, e decretou três dias de luto nos territórios palestinianos.
O presidente palestiniano afirmou ainda que esta noite vão ser tomadas "decisões difíceis" e o movimento islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, apelou a "todos os árabes e muçulmanos que se juntem frente às embaixadas sionistas do mundo inteiro" e que façam um "levantamento" frente às embaixadas de Israel.
O ministro israelita da Indústria e do Comércio, Binyamin Ben Eliezer, lamentou "todas as mortes" ocorridas na intervenção de comandos israelitas contra a frota pró-palestiniana que transportava ajuda humanitária para Gaza.
"As imagens não são simpáticas, posso apenas exprimir o meu lamento por todas as mortes", declarou, numa primeira reacção oficial israelita, Ben Eliezer, que se encontra no Qatar para uma reunião do Fórum Económico Mundial (WEF).
"Esperavam os nossos soldados com machados e facas e quando, além disso, alguém tenta tirar-vos a vossa arma, começa-se a perder o controlo da situação, o incidente começou assim e não sabemos como terminará", acrescentou.
As autoridades israelitas admitem mais de dez mortos, enquanto uma das ONG envolvida na coluna de ajuda humanitária avança com 15 mortos. /JN.sapo

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