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Governo chinês nega boatos sobre Europa e Bovespa sobe mais de 3%

O voto de confiança da China na zona do euro aliviou a tensão dos mercados com a crise na Europa, levando investidores de novo à compra de a...

O voto de confiança da China na zona do euro aliviou a tensão dos mercados com a crise na Europa, levando investidores de novo à compra de ações na Bovespa (Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo), que teve uma das maiores altas do ano.

Puxada por ações de empresas voltadas para commodities – como minério de ferro, soja e outras matérias-primas –, o Ibovespa avançou 3,16% nesta quinta-feira (27) e voltou aos 62.091 pontos. Foram movimentados R$ 6,66 bilhões na Bolsa nesta quinta-feira.
O dólar, que já começou o dia em baixa, chegou ao final dos negócios com queda de 1,72%, valendo R$ 1,826.

Desfazendo notícias veiculadas na véspera, o governo chinês negou planos de diminuir seus investimentos em títulos da zona do euro, onde tem aplicados cerca de R$ 1,5 bilhão (650 bilhões de euros).

- Essa declaração tirou uma nuvem preta do mercado e alguns investidores aproveitaram o momento para comprar ações que estavam baratas [depois de várias quedas] - disse Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner.

Com isso, as principais bolsas da Europa e dos Estados Unidos subiram ao redor de 3%, puxadas principalmente por ações de bancos e de empresas ligadas a commodities, as que vinham sendo mais penalizadas recentemente.

No embalo, na bolsa paulista o motor do repique foi a empresa Vale. A ação preferencial (sem direito a voto, mas com preferência no recebimento de dividendos) da companhia disparou 6,3% e chegou a R$ 42,10 reais.

De acordo com Martins, embora o noticiário tenha melhorado desde a véspera, o momento ainda é de instabilidade e qualquer notícia negativa pode trazer o pessimismo de volta.

Indicadores econômicos nos Estados Unidos também ajudaram a acalmar os mercados. A economia dos EUA cresceu 3% no primeiro trimestre deste ano, segundo dados revisados e divulgados hoje pelo Departamento do Comércio americano. O dado, porém, representa uma piora em relação ao apresentado no último dia 30, de crescimento de 3,2%.

O avanço do PIB (Produto Interno Bruto, soma de todas as riquezas produzidas por um país) ficou abaixo também do resultado verificado no último trimestre do ano passado – expansão de 5,6%. Mesmo assim mostra que a economia americana - duramente afetada pela crise financeira mundial - continua em ritmo de recuperação.

Quando a economia dos EUA cresce, a tendência é que os americanos comprem mais produtos de outros países, o que inclui o Brasil. Isso é positivo para as empresas brasileiras que exportam e para o país, porque entra mais dinheiro estrangeiro aqui.

O aumento das vendas do Brasil para outros países pode incentivar também novos investimentos no setor produtivo brasileiro e em empregos./R7

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