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Ativista gay, Cynthia Nixon vai muito além de Miranda Hobbes

Ela ficou conhecida principalmente pelo papel da advogada estilosa nova-iorquina que vivia em busca de homens (que encontra um e depois se c...

Ela ficou conhecida principalmente pelo papel da advogada estilosa nova-iorquina que vivia em busca de homens (que encontra um e depois se casa com ele), mas na realidade o mundo da atriz Cynthia Nixon, a Miranda de Sex and The City, gira em torno da vida familiar com sua parceira e um estilo de vida distante do glamour apregoado pela série de TV e os filmes. Ativista dos direitos dos gays, Nixon está de volta às telonas em Sex and The City 2, que estreou nesta quinta-feira (27) nos EUA e estreia hoje (28) nos Brasil.

Na vida real, Nixon, 44 anos, vencedora de Emmy, Grammy e Tony Awards, pode ser encontrada pelas ruas de Nova York sim, mas trajando calças de ioga e de mãos dadas com um de seus filhos - ela tem dois, Samantha, de 13 anos, e Charles, de 7 - tudo muito distante do brilho de SATC.
"É difícil para mim às vezes, porque sinto que aquela não é minha Nova York", disse Nixon, acrescentando que espera que as mulheres tirem do filme a mensagem de que "é importante ficar bonita, não necessariamente para conseguir um homem, mas porque isso faz você se sentir bem. Use isso como uma forma de auto-expressão."

Em Sex and The City 2 Miranda continua casada com o bartender Steve (David Eigenberg) esforçando-se para romper o telhado de vidro em seu local de trabalho e compartilhando experiências de maternidade. Na vida real, Cynthia pretende se casar com a educadora e ativista gay Christine Marinoni, com quem cria os dois filhos que teve com seu parceiro anterior, o professor Danny Mozes.

Sobrevivente de um câncer de mama, ela é porta-voz de pesquisas que combatem a doença e trabalha para apoiar as escolas públicas de Nova York.

Cynthia diz que sua abertura em relação a seu relacionamento gay não prejudica os papéis que lhe vêm sendo oferecidos desde que a série de TV Sex and The City terminou, há seis anos. No passado, Hollywood era hostil em relação aos atores publicamente homossexuais, temendo que isso pudesse desagradar ao público. Mas Nixon, que faz parte de uma nova leva de artistas que falam abertamente sobre sua homossexualidade, disse que esses temores são infundados hoje.

"Desde que Hollywood surgiu, sempre houve atores gays representando personagens heterossexuais", disse ela, que vem apoiando publicamente o casamento gay desde que protagonizou manchetes, em 2004, quando começou a namorar Christine.
Nixon disse que a idade pode ser um quesito mais complicado, na hora de ser escolhida para os papéis, do que sua opção sexual. "Não sou mais nenhuma adolescente. Não vão me escolher para representar uma garota de 25 anos contracenando com Jake Gyllenhaal, por exemplo."

Ela comenta que gostaria de ser conhecida por uma carreira além do sucesso da franquia Sex and The City. "Laurence Olivier dizia que a melhor coisa para um ator jovem é aprender a ser um ator mais velho. E é isso o que eu quero. Sex and The City vai acabar um dia, mas eu vou continuar por aqui." /Portal Terra Foto: Getty Images

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