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Caso Isabella: Como será a vida dos condenados

 Publicado em 28 de março 2010 Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni não sairão de onde viveram nos dois últimos anos. Permanecerão tran...

 Publicado em 28 de março 2010
Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni não sairão de onde viveram nos dois últimos anos. Permanecerão trancafiados no complexo penitenciário de Tremembé, cidade com 41 mil habitantes, situada a 147 quilômetros da capital paulista. Isso porque as prisões daquele município já são destinadas ao cumprimento de pena em regime fechado. Para a Justiça, fica mais simples apenas mantê-los no local. Não há notícia de que facções criminosas controlem essas cadeias.

Nardoni e Anna Carolina estão trancados em prisões vizinhas. Nardoni está na Penitenciária Dr. José Augusto Salgado, que abriga 282 presos. Divide com quatro detentos uma cela de seis por quatro metros, equipada com TV, rádio, três beliches duplos e chuveiro frio. Trabalha na rouparia, toma banho de sol, faz ginástica no pátio e participa de campeonatos de futebol. Recebe visitas dos pais todo fim de semana e, eventualmente, dos dois filhos pequenos. Ali terá oportunidade de estudar. Durante o período de prisão preventiva, isso não aconteceu.
Anna Carolina está na Penitenciária Feminina Santa Maria Eufrásia Pelletier, junto a 181 apenadas. A madrasta de Isabella trabalha na limpeza e na costura. Frequenta também cultos evangélicos na cadeia, além de cantar no coral. Ela partilha com quatro evangélicas uma cela menor do que a do marido (quatro por três metros), também equipada com rádio e TV. Para driblar a proibição de contato físico, Anna e o marido trocam, em média, 20 cartas por mês.

Em casos de crime hediondo, como foi o assassinato de Isabella, o condenado só pode requerer direito ao regime semiaberto após cumprir dois quintos da pena.

Por isso, Nardoni permanecerá pelo menos mais 10 anos na penitenciária e Jatobá, mais oito, antes de ganharem direito à progressão para o semiaberto, no qual podem dormir no presídio e trabalhar fora durante o dia.

Já para poderem circular pelas ruas fora das grades, os condenados devem cumprir dois terços da pena por homicídio qualificado, quando então terão direito à liberdade condicional. Se eles trabalharem, isso significa sair, na prática, com um terço da pena cumprida.
Fonte: zero hora

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