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Mudança de pastor gera crise na Assembleia de Deus em São Luís

 Publicado em 29 de dezembro 2009 Depois de 12 anos e seis meses à frente da Igreja Assembléia de Deus, área 15, o pastor Rayfran Batista d...

 Publicado em 29 de dezembro 2009
Depois de 12 anos e seis meses à frente da Igreja Assembléia de Deus, área 15, o pastor Rayfran Batista da Silva, conhecido por sua eloquência e profundo conhecimento bíblico, está trocando a Cidade Operária por Santa Inês. Em decisão tomada durante convenção de pastores da Ceadema (Conveção Estadual das Assembléias de Deus no Maranhão), o pregador foi transferido, juntamente com sua família, para a quinta maior cidade do Estado, onde presidirá uma igreja com quase cinco mil membros, dois mil a mais do que na área que comandava.
O anúncio da saída do pastor (foto) pegou a toda a igreja de surpresa, que já havia recebido a garantia de que essa hipótese estava descartada. Tudo se desenrolou em apenas uma semana: o anúncio, a posse na nova igreja e o culto de despedida, o que gerou muita tristeza e descontentamento em muitos membros. Há menos de 15 dias, Rayfran estava comandando o quinto e último aniversário do templo da Cidade Operária – o maior de São Luís. O empreendimento foi inaugurado em dezembro de 2004 e custou mais de R$ 1,1 milhão.
Com a saída de Rayfran somente Deus sabe o destino de tantos projetos que ele já tinha iniciado, como a construção de uma escola ao lado da igreja, cujo terreno foi comprado por R$ 230 mil, as ações missionárias conhecidas, como viagens a cidades do interior, realização da mobilização com mil cultos em um dia, a comemoração do dia da Bíblia, e tantos outros.
Perguntamos a algumas figuras importantes que conhecem o pastor Rayfran como interpretavam este momento. Do que ouvimos duas afirmações foram fortes. A primeira, era de que a ida dele para o interior representava um retrocesso na sua carreira ministerial, e provavelmente uma maneira de silenciar uma voz que clamava no deserto. A segunda: a Assembléia de Deus em São Luís estaria perdendo a sua principal figura, que mais representava bem e dignificava a denominação. Rayfran seria um grande ícone, que inspirava muita gente na prática do verdadeiro e genuíno evangelho.

Sem planejamento
Como a transferência do religioso não fora previamente planejada e anunciada com antecedência, o impacto sobre a área deverá ser muito grande, resultando em conseqüências desastrosas, como mudança de crentes para outras igrejas, desinteresse na evangelização e, o pior, abandono da fé cristã. Para reduzir os estragos, será necessário que o novo pastor que assumirá a igreja na próxima terça-feira, ponha em prática um plano emergencial de contenção de crise de transferência e continuidade de ações evangelísticas, com apoio da liderança em São Luís e da área.
Há quem diga que a saída de Rayfran será sentida no início, mas depois esquecida com o tempo, voltando as coisas à normalidade. Porém, é bom lembrar de casos em que a igreja nunca se recuperou da transferência de seu líder querido. Um exemplo é a Área 2, no João Paulo, que desde que perdeu um de seus pastores – Mizael Rocha, afastado por questões administrativas – não voltou a ser a mesma, embora já tenham passados três pastores por lá depois da sua saída.
A crise provocada por transferência de pastores é um problema que as igrejas ainda não conseguiram solucionar. Alguns acreditam que a solução esteja na estipulação de prazo curto de comando de uma igreja aos pastores, ou não transferi-lo, caso esteja dando muito ganho ao Reino de Deus. Seria essa a prática do velho ditado de que Em time que se está ganhando não se mexe.
O que estaria por trás da transferência de Rayfran Batista é a pergunta que todos querem ter resposta. Como um homem do conhecimento e liderança como ele pode ter aceitado a decisão, já que há poucos anos surgiu um movimento, cujo objetivo era retirar a área do comando do Templo Central, a exemplo do que já aconteceu com a Assembléia de Deus do Cohatrac? Por que a Igreja não fora avisada da determinação ministerial com tempo?
As questões abriram brecha para muitos rumores, alguns até hilários, como a intenção de transferi o Templo Central para o grande templo da Cidade Operária. Pelos corredores da igreja muito se ouvia para justificar a sua saída. Gente dizia que Rayfran estaria cansado da área; alguns afirmavam que a intenção do pastor em aceitar a transferência estaria na desejo de comandar a Ceadema, em um futuro bem próximo, já que hoje ele é a segunda pessoa na linha de sucessão.

Polêmicas
Tudo, no entanto, não passa de rumores para explicar algo que somente Deus sabe os motivos. Para o pastor, a sua saída foi natural e no tempo de Deus. Ele afirmou recentemente que a sua vida e o seu ministério pertencem a Deus, e que, portanto, estão à disposição do Mesmo. Essa seria a resposta: Deus me quer em outro lugar.
É bem certo que o ministério pastoral de Rayfran sofreu um dano no ano passado com a disputa política na área, que resultou até em brigas de partidários e discussão em pleno culto, mas a ida dele para Santa Inês tem o objetivo de apaziguar aquela igreja, que há mais de três anos sofre com a falta de uma grande liderança. O atual pastor da igreja, já com mais de 80 anos, não consegue mais sequer pregar por seu delicado estado de saúde. Por ser uma grande igreja e por não está recebendo a atenção espiritual e administrativa que necessita, os membros ameaçavam dividi-la, e teriam exigido a ida de alguém com as qualidades de Rayfran.
Rayfran deixa a Área 15 em meio a muita polêmica, da mesma forma como assumiu há quase 13 anos. Naquela época, muitos questionaram a substituição do pastor Leonor por ele. A alegação era de que o novato não passava de um jovem sem experiência e do interior. Hoje, ele sai de cabeça erguida com a sensação de dever cumprido.

Fonte: 180Graus

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