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Record rebate acusações feitas pela Globo

Publicado em 16 de novembro 2009 A Rede Record é vítima, outra vez, de acusações da TV Globo. Nesta semana, a emissora da família Marinho n...

Publicado em 16 de novembro 2009
A Rede Record é vítima, outra vez, de acusações da TV Globo. Nesta semana, a emissora da família Marinho noticiou uma suposta investigação nos Estados Unidos contra Edir Macedo, dono da TV Record. As acusações são antigas, muitas até já foram esclarecidas e arquivadas pela Justiça. Mas o que a Globo pretende com mais um ataque à Record?

A reportagem da última quinta-feira na Globo foi o mais recente capítulo na série de ataques contra a Rede Record. Mais uma vez, Edir Macedo foi tratado como o líder de uma quadrilha, e como sempre, a TV Globo manipulou e deturpou as informações.

A investigação não é uma novidade. O promotor americano Adam Kaufmann, de Nova York, apenas acatou um pedido do Ministério Público de São Paulo, procedimento comum nessa esfera de investigação.

As acusações já foram rebatidas e esclarecidas há vários anos. A defesa de Edir Macedo sempre foi clara: as mesmas denúncias foram apuradas e arquivadas pelo Supremo Tribunal Federal. Na época, até a Interpol ajudou nas investigações que terminaram sem nenhuma prova.

Mesmo assim, os promotores paulistas decidiram reabrir velhas acusações contando sempre com ampla cobertura da Globo. O que a emissora não disse é que Roberto Porto, principal promotor a assinar as denúncias, já foi punido por favorecer a Globo, medida publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo. Ele repassou à emissora imagens de uso interno do Ministério Público depois de interrogar o traficante Fernandinho Beira-Mar na prisão.

Agora a Globo manipula a notícia de quinta-feira ao encaixar na reportagem uma entrevista gravada há mais de um mês. Pior ainda: ela induz o telespectador a acreditar que o promotor comentou a investigação contra Edir Macedo, o que na verdade ele não fez. Uma aula sobre como não fazer jornalismo.

A entrevista foi gravada no Brasil durante uma visita de Kaufmann, e exibida na época praticamente na íntegra na tevê a cabo. A comparação entre a versão que foi ao ar na TV a cabo e a exibida essa semana deixa evidente a manipulação da TV Globo.

Quando a entrevista foi gravada, o Ministério Público americano ainda não tinha entrado no caso. Mesmo assim, o repórter da Globo insiste em discutir acusações envolvendo a Igreja Universal. Parece uma encomenda, uma clara recomendação da direção da Globo. No vídeo, o promotor se sente desconfortável diante da pergunta e tenta se manter imparcial.

Pergunta o repórter:

- O senhor já ouviu falar nessa igreja? Há suspeita de que milhões de dólares tenham sido remetidos ilegalmente pra fora do Brasil, especialmente para os Estados Unidos. O quê que o senhor sabe desse caso?

Responde o promotor:

- Parece... Parece grave. Não sei se seria adequado que eu comentasse uma investigação brasileira em andamento. É claro que a conduta que você descreveu parece ruim, mas é tudo o que posso dizer, pois, como você disse, é uma investigação em andamento.

O repórter pressiona, e faz uma pergunta carregada de segundas intenções:

- O senhor acredita que crimes, fraudes, cometidos por líderes de uma igreja são mais graves do que fraudes e crimes cometidos por um político, por um administrador público?

- Não sei se é pior. Se você fosse vítima de uma fraude e perdesse todas as suas economias, Não ia se importar se perdeu para uma igreja, um político.

O repórter pressiona mais uma vez:

- O senhor alguma vez já teve que investigar uma igreja por lavagem de dinheiro?

- Estou tentando lembrar se já houve casos com igrejas. Não consigo pensar em nenhum agora, mas já vi obras de caridade. Entidades criadas para receber doações, cujo dinheiro acabou sendo usado para uma TV de tela grande, um carro, para manter o estilo de vida de alguém, sem qualquer relação com a caridade. É um tipo de fraude muito conhecido e documentado nos Estados Unidos. Sem dúvida, na Promotoria de Manhattan, já lidamos com inúmeros casos desse tipo.

Agora veja como a Globo altera o que o promotor disse. O promotor acabou de dizer que não se lembra de investigar qualquer igreja e sim instituições de caridade. Na versão desta semana, a tradução foi bem diferente.

Nas palavras do repórter da Globo:

- O promotor americano também já apurou crimes envolvendo igrejas. Como contou em entrevista no mês passado quando esteve no Brasil: ‘Há casos de igrejas que arrecadam doações de fiéis e depois usam esse dinheiro para financiar TVs, carros, um estilo de vida pessoal que nada tem a ver com a caridade. Esse tipo de fraude bem conhecida é bem documentada nos Estados Unidos’, diz ele.

Afinal, como confiar numa informação da TV Globo?

A pressão da Globo parece ter surtido efeito. Nesta semana, o promotor Adam Kaufmann aceitou o pedido de cooperação encaminhado pelo Ministério Público de São Paulo.

A Globo grita ao acusar a Record, mas se cala quando é alvo de acusações graves. Em dezembro de 2006, a então governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, afirmou que a Globo mantém um esquema de envio ilegal de dinheiro para o exterior. A TV Globo é propriedade dos herdeiros Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho.

Observe o que a então governadora disse no plenário da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro:

- A TV Globo ainda mantém um paraíso fiscal em Bahamas. A conta número 91493 no Banco Credité Suisse com mais de US$ 100 milhões. Isso é uma imoralidade.

A denúncia foi formalizada pela maior autoridade do Rio de Janeiro na época, mas nunca foi apurada. O Domingo Espetacular entrou em contato com o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro. O assessor de imprensa respondeu que "nem tudo que os políticos denunciam acaba sendo apurado".

O nome do banco, número da conta, valor da transação. Por que o Ministério Público não usou o acordo de cooperação internacional para investigar a Globo e os irmãos Marinho?

Agora veja a incoerência: Em São Paulo, o Ministério Público baseia suas acusações em depoimentos de ex-integrantes e ex-pastores da Igreja Universal, pessoas afastadas por ferirem a conduta moral exigida pela entidade religiosa.

Um desses ex-pastores é Gustavo Alves da Rocha, personagem de uma reportagem publicada na revista semanal das organizações Globo, há dois meses. O ex-pastor foi desmentido pela própria ex-mulher, Jacira e pela ex-sogra, Cirila Moura da Silva. E mais: as duas acusaram a Globo de tentar pagar por entrevistas contra a Record.

Afirmou Jacira:

- Ele chegou a ligar pra minha mãe para dizer que ele está ganhando dinheiro para fazer isso, que era pra eu também procurar a revista Época e outras mais. Então é porque ele está sendo comprado. Ele está fazendo isso por dinheiro.

A mãe, uma senhora de 66 anos, confirma a versão da filha:

- Aí ele falou assim: ‘ah... é que a Globo me procurou e eles pagam um bom dinheiro para gente dar uma entrevista sobre a Igreja né, e eu queria saber também se a Jacira queria ganhar um dinheiro’. Ai eu perguntei assim: ‘ô Gustavo quer dizer que a Globo está comprando as pessoas pra falar mal da Igreja?’ Aí ele falou: ‘é mais ou menos’.

A ex-mulher conta que retornou a ligação para Gustavo Alves da Rocha. Por precaução, ela gravou a conversa:
Jacira:

- Eles vão me pagar pra isso?

Gustavo:

- Não. Aí, no caso, você teria que conversar com a pessoa que te ligou, entendeu? A única coisa que eu fiz, no máximo, era passar o número do teu telefone. Então você teria que conversar com essa pessoa. para que essa pessoa... entendeu? Pessoalmente, nada por telefone.

Jacira:

- Tá. Mas você recebeu alguma coisa?

Gustavo:

- Eu não vou falar sobre isso por telefone porque esse meu telefone aqui já foi grampeado, entendeu?

Atacar, ofender e ridicularizar parece ser a intenção da TV Globo sempre que trata dos evangélicos. Isso não e novidade. Em muitas novelas e minisséries, eles são alvo de preconceito e desrespeito.

Mas na ultima sexta-feira, a discriminação ficou escancarada na minissérie "Ó Pai, Ó". O personagem "Queixão", um golpista, se transforma em pastor, e só pensa em dinheiro.

- Irmã, você não quer que eu leve o dinheiro do dízimo até a Igreja no lugar da senhora, não?

Ela responde:

- sim. Mas depois...

E ele:

- Primeiro, Jesus.

As igrejas aparecem como se fossem organizações criminosas, e, assim como na disputa por território entre os traficantes, Queixão toma o templo de outro pastor de arma na mão. Ele ameaça matar o outro pastor e manda ele fechar a igreja e se mudar de cidade.

Deboches ofensivos para uma parcela de brasileiros que ocupam cada vez mais espaço na sociedade.

A minisserie "decadência" também tinha um pastor que só agia em função de sexo e dinheiro. Em uma cena, ele joga uma peça íntima sobre a Bíblia, uma ofensa ao livro sagrado de todos os cristãos, incluindo os católicos.

Na novela "Duas Caras", a personagem evangélica era fanática e desequilibrada.

Afinal, qual a credibilidade das investigações contra Edir Macedo e a Rede Record?

O que preocupa tanto os herdeiros Roberto Irineu Marinho, João Roberto Marinho e José Roberto Marinho?

Será mera coincidência o novo ataque da Globo acontecer dias depois da inauguração dos novos estúdios do RecNov com a presença do presidente Lula e das principais autoridades do país?

Será coincidência um novo ataque às vésperas do lançamento da segunda temporada do sucesso "A Fazenda"? Ou semanas depois da chegada do R7, que com apenas um mês de vida, já disputa a liderança na audiência dos portais de noticia do Brasil?

Será que tudo isso tem a ver com a transmissão exclusiva pela Record dos jogos Pan-Americanos de 2011 e 2015 e da Olimpíada de 2012?

Será que o crescimento da Record não é o verdadeiro motivo para tantos ataques?
 Fonte: impactorondonia

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