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Diminui freqüência de visitas a cemitérios no dia de finados

 Publicado em 02 de novembro 2009 A visitação começou cedo nos cemitérios de Barra do Garças, a 504 km de Cuiabá, com previsão de pelo meno...

 Publicado em 02 de novembro 2009
A visitação começou cedo nos cemitérios de Barra do Garças, a 504 km de Cuiabá, com previsão de pelo menos 4 mil pessoas passarem pelos cemitérios visitando túmulos e jazigos familiares. O administrador do cemitério, Valdivino Alves Neres, conhecido como Botinha, explicou que esse número vem caindo a cada ano. “Na década passada, já tivemos mais de 20 mil pessoas no Dia de Finados” conta Botinha.
Ele atribui essa redução de visitas nos cemitérios à expansão da fé onde os católicos perdem espaço para evangélicos e espíritas, que não são adeptos ao Dia de Finados, data lembrada pela comunidade católica como o dia de relembrar os mortos. A doutrina evangélica não acompanha essa data, da mesma forma os espíritas, que pregam a reencarnação.

A dona-de-casa Izoldina Neto de Assunção, 53 anos, mantém a tradição de visitar os túmulos da família e hoje esteve colocando velas e flores no tumulo do filho Ariovaldo Nunes Júnior, falecido há 25 anos. Ela acredita que o público é menor no cemitério do centro porque os sepultamentos recentes estão sendo feitos no cemitério Jardim Nova Barra, onde ela imagina que haja mais gente visitando. “A família fica mais sentida quando perde alguém recentemente, diferente de mim que perdi meu filho bebezinho há 25 anos, mas não esqueço” explica.

Já os irmãos Vaniclei e Luzilene Aparecido Carvalho chegaram cedo e limparam os túmulos do pai Belchior Carvalho Cruvinel falecido em 2007 e do avô José Ferreira de Souza morto em 2002, que foram enfeitados com flores e velas. “Nós estamos aqui porque o nosso pai foi um herói prá gente. Ele trabalhou muito em serviço braçal para nos sustentar” relembra Vaniclei, visivelmente emocionado. A irmã Luzilene criticou os jovens que banalizando essa data dando mais importância às festas e comemorações e esquecendo da religião desrespeitando datas como Sexta-Feira da Paixão e o Dia de Finados. “Estão perdendo o respeito pelos entes-querido” lamenta.

Alguns políticos ilustres de Barra do Garças estão sepultados no cemitério central onde receberam coroas, flores e velas. É o caso ex-governador de Mato Grosso, Wilmar Peres de Farias, falecido em 2007; os ex-deputados estaduais Roberto Cruz, Sebastião Júnior e Heronides Araújo, este último autor da lei de criação do município de Barra do Garças em 1948.

O cemitério do Jardim Nova Barra teve uma visitação maior da população porque os enterros mais recentes estão acontecendo lá, onde também está sepultado o ex-vereador Geraldo Resende, assassinado na década de 90, cujo nome foi emprestado ao campo santo. No dia 29/10 completou 1 ano da morte do empresário e ex-candidato à vice-prefeito de Barra do Garças, Geraldo Quirino, da Viação Xavante, que deixou muita saudade na cidade e o seu corpo foi sepultado no interior de Minas Gerais, junto com a sua família.
De Barra do Garças - Ronaldo Couto - Especial para o Olhar Direto

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